E para não perder o bonde dos fatos recentes, a França elegeu Nicolas Sarkozy. O novo presidente é direitista ferrenho. Até aí nenhuma novidade. Jacques Chirac e seus antecessores também o eram. A diferença, agora, está no fato do novo presidente não ter pudor algum em fazer tal afirmação, pelo contrário. Vangloria os valores direitistas, e os utilizou para ser eleito, derrotando Ségolène Royal e a esquerda francesa, de vez. Depois da derrota, a frente esquerdista francesa há de passar por uma renovação urgente. As frentes direitistas vêm desempenhando figura carimbada nas últimas eleições presidenciais francesas.A história têm muito dessas. Um país com um passado glorificado pela Esquerda e por uma grande Revolução, hoje faz o contrário que sua história tangeu. Na Espanha, por exemplo, isso também ocorre, mas de maneira inversa à francesa. Com resquícios de Franco e sua ditadura, hoje o país é politizado e esquerdista. Assim como a Itália e por aí vai. Voltando a Sarkozy, este em entrevista bate-pronto, respondeu uma das perguntas que diziam "com que personalidade você gostaria de ser fotografado, junto?", sem pestanejar, o (novo) presidente elucidou sua posição política: Tony Blair.
E enquanto isso, na América, a daqui, Latina, a Esquerda vêm tomando cada vez mais a razão. No Equador, em um grande referendo foi-se aprovada uma nova Constituição ao país. Seu presidente, Rafael Correa, eleito no início do ano disse que irá fazer "um governo dos indígenas". Pouco comentado por aqui, o fato merece bastante atenção, principalmente social e histórica. A vitória a favor de uma nova Constituição fora esmagadora, e representa muito mais que o fato isolado em um país latino-americano.
Já na França, a vitória direitista não foi tão larga, apenas nas classes mais altas onde foram gritantes as porcentagens de voto, mas ainda assim a Direita comanda, agora, como nunca, ao que parece, la France.
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