quinta-feira, 10 de maio de 2007

Lado B Lado A

E para não perder o bonde dos fatos recentes, a França elegeu Nicolas Sarkozy. O novo presidente é direitista ferrenho. Até aí nenhuma novidade. Jacques Chirac e seus antecessores também o eram. A diferença, agora, está no fato do novo presidente não ter pudor algum em fazer tal afirmação, pelo contrário. Vangloria os valores direitistas, e os utilizou para ser eleito, derrotando Ségolène Royal e a esquerda francesa, de vez. Depois da derrota, a frente esquerdista francesa há de passar por uma renovação urgente. As frentes direitistas vêm desempenhando figura carimbada nas últimas eleições presidenciais francesas.

A história têm muito dessas. Um país com um passado glorificado pela Esquerda e por uma grande Revolução, hoje faz o contrário que sua história tangeu. Na Espanha, por exemplo, isso também ocorre, mas de maneira inversa à francesa. Com resquícios de Franco e sua ditadura, hoje o país é politizado e esquerdista. Assim como a Itália e por aí vai. Voltando a Sarkozy, este em entrevista bate-pronto, respondeu uma das perguntas que diziam "com que personalidade você gostaria de ser fotografado, junto?", sem pestanejar, o (novo) presidente elucidou sua posição política: Tony Blair.

E enquanto isso, na América, a daqui, Latina, a Esquerda vêm tomando cada vez mais a razão. No Equador, em um grande referendo foi-se aprovada uma nova Constituição ao país. Seu presidente, Rafael Correa, eleito no início do ano disse que irá fazer "um governo dos indígenas". Pouco comentado por aqui, o fato merece bastante atenção, principalmente social e histórica. A vitória a favor de uma nova Constituição fora esmagadora, e representa muito mais que o fato isolado em um país latino-americano.

Já na França, a vitória direitista não foi tão larga, apenas nas classes mais altas onde foram gritantes as porcentagens de voto, mas ainda assim a Direita comanda, agora, como nunca, ao que parece, la France.

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