Um post rápido sobre os filmes que assisti, agora a pouco. No post anterior, havia destacado alguns filmes que iriam ser exibidos hoje (ontem, já passou da meia noite, no relógio do Blogger), e que mereciam ser vistos (ao meu ver). Porém, daqueles que nomeei não tinha visto três deles, o espanhol "Crime Ferpeito", o brasileiro "Jogo Subterrâneo" e o sul coreano "Zona de Risco". Pois bem, dentre tantas (ótimas) opções fiz a óbvia escolha de assistir os ainda inéditos a mim. Mas vou lhes dizer; a vontade de rever "Edukators", "Go! Vamos Nessa!", "A Noiva Síria" ou "Osama" era grande, mas não, depois o faço. Portanto um brevíssimo comentário em relação aos filmes assistidos.
Achei o começo de "Crime Ferpeito" promissor, o tipo de cinema que dialoga com o espectador, onde o protagonista é inteligente e hábil, fazendo-nos interessar pela figura e por suas ações. Até a meia hora inicial, o filme é muito bom realmente. Me pareceu o cinema de Jorge Furtado. Dinâmico, inteligente, cômico e cheio de problemas a se resolver. E, lógico, com muitas incurssões extra-diegéticas amparando o espectador. Possui também linguagem visual muito bem elaborada que dialoga com a ação. Uma ótima maneira de se construir um roteiro (as imagens falam melhor que os personagens, muitas vezes). Porém, em uma virada na história, o tal crime "ferpeito" entra em cena. Entram também o humor negro e os problemas, e com isso, o filme vai perdendo um pouco o fôlego em razão da repetição. Mas no final das contas é uma fita espanhola muito bem executada (e dirigida). Vale bastante à pena, mas longe de ser imperdível. Só por curiosidade, a atriz que faz o par principal (Mónica Servera) é a mesma do filme "20 Centímetros" que estreiará, em breve, em circuito nacional. E como ela é feia, não?
Também assisti ao "Jogo Subterrâneo" de Roberto Gervitz. O filme conta a história de Martín, um sujeito que gosta de fazer um jogo pelos metrôs da cidade de São Paulo. Fica fitando certa mulher até ser correspondido, nisso tenta adivinhar seu trajeto pelas linhas metroviárias, se esta chegar ao destino que imaginou, esta é a mulher de sua vida. É o destino, pensa. O diretor filma bem as cenas dentro do metrô e o longa começa com classe. O resultado vai enfraquecendo devido à história mal elaborada, e com os diálogos e situações um pouco mais forçadas que o necessário. Incomoda também os diálogos ora soarem muito rubricados (principalmente nas conversas entre Felipe Camargo e Júlia Lemmertz). Quem consegue uma maior espontaneidade é a menina Thavyne Ferrari e Felipe Camargo quando está só em cena. Há ainda a participação especial, providencial e chave para narrativa, de Maitê Proença. As belas Daniela Escobar e Maria Luisa Mendonça também compõem o elenco (as duas bem). A (ótima) fotografia é de Lauro Escorel, responsável pela fotografia de "Batismo de Sangue", também. Não sei porque, mas o filme lembrou-me um pouco o "Fora de Rumo", aquela fita recente com Jennifer Aniston, Clive Owen e Vicent Cassel, talvez por sua aura e história. Uma pena, já que a história era promissora, mas o resultado como um todo é irregular.
Agora fecho o post de maneira corrida, para dar tempo a assistir "Zona de Risco" de Park Chan-Wook. Acho que vai ser um filmão! Amanhã (hoje) comento.
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