quarta-feira, 4 de julho de 2007

fraude curricular

Há um tempo atrás escrevi sobre sobre a pesquisa de células-tronco embrionárias no mundo, e no Brasil. Na ocasião o assunto despertou-me interesse devido a um debate proporcionado pelo canal Futura, em que um dos presentes, era o músico Marcelo Yuka. O post é esse AQUI.

Se não leu ainda, leia para tentar entender o que pretendi discutir em tal. Pois bem, hoje abro o jornal O Estado de São Paulo, e vejo tal manchete "Bióloga fraudou dados do currículo".

Ou seja, a bióloga Lilian Piñero Eça (que não estava presente no debate transmitido pelo canal Futura, esclarecendo. Citei apenas pelo assunto envolvido), foi quem fraudou seu currículo, dizendo ser pós-doutorada da Unifesp, com bolsa da Fundação de Amaro (Fapesp). Porém, depois de apurado pelo Estadão, as duas instituições negaram matrícula de Lilian. Mais ainda, na reportagem, diz-se que após tentativa de contato com a bióloga, a mesma modificou, à pressas, seu currículo, evidenciando a fraude.

Por que entro nesse assunto? Pela simples razão de Lilian ser contra a pesquisa de células-tronco embrionárias. É a favor de pesquisa no âmbito de células-tronco adultas (que vai de encontro com a outra pesquisadora da UNESP, citada no post anterior e presente no debate do canal Fututa). As duas são radicalmente contrárias ao mesmo tipo pesquisa, e utilizam do mesmo argumento para fazer concessão a tais. Lilian, em entrevista concedida ao Enfoque USC, disse o seguinte a respeito das pesquisas de células-tronco embrionárias:

"
as células tronco embrionárias até o momento estão causando teratomas (tumores embrionários), rejeição e apresentam problemas com a ética (...) Existe o interesse de alguns pesquisadores em divulgar aos pacientes e familiares a "falsa esperança" da cura através das células tronco embrionárias, pois através do sentimento destas pessoas suscetíveis se consegue a `fama e a fortuna´."

Além de tudo, a bióloga que segundo o Estado de SP "inspirou o ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles a entrar com uma ação de inconstitucionalidade (Adin) contra as pesquisas de células-tronco embrionárias" utiliza da ética para se julgar contra as pesquisas, mas não faz o mesmo com o próprio currículo.

Interessante ponto de vista.


Só reafirma minha posição na qual escrevi outrora sobre o assunto.

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