E não é que deu a lógica mais uma vez no futebol? Argentina e Paraguai ganharam seus respectivos jogos, ontem, e se classificaram para as fases finais da Copa América. Não só isso, exibiram grande, se não o melhor, futebol do torneio, até então. O mais curioso, para mim, é o interesse que venho tendo pela Copa América. Comecei acompanhando seus jogos com motivação nula, na qual julguei merecedora de uma competição quase falida; peso morto em um prisma mundial. E não é que quebrei a cara e estou vidrado com a competição? Garra, bons jogos e emoções estão sendo a marca do campeonato como um todo.
Falando em tais, é o que não não faltou no jogo entre Argentina e Colômbia. O encontro das duas seleções é sempre marcado pela costumeira rivalidade, e pela história do confronto recente. Sempre vem a mente aquele cinco à zero para a Colômbia em plena Argentina, em 1993. O jogo, de ontem, foi um dos melhores que assisti até então. Os dois times interessados na vitória fizeram a bola correr, apesar de um jogo bem garrido, e por assim ser, bem pegado em sua marcação. O que mais me assusta é a sobriedade argentina para com seu futebol. Saiu perdendo em seus dois jogos, mas com calma, consciência e inteligência, não só virou o placar como mandou e desmandou no jogo. Uma calma que remete-me a um Boca Juniors, que nós brasileiros, já estamos bem acostumados a lidar. E fazia tempo que não via uma seleção com tanta cara de clube como está a argentina de hoje. Fortíssima e mais candidata ao título que nunca.
Tomou um susto ao levar o segundo gol da Colômbia, aos 29 minutos do segundo tempo, mas com tranqüilidade fez mais um e garantiu a vitória por 4 à 2 frente aos colombianos. Na próxima rodada enfrentam os também classificados paraguaios, podendo até poupar um ou outro jogador, para voltar com força máxima nas fases finais. E, se continuar assim, o bicho vai pegar. Um time que tem a possibilidade de troca de Verón por Lucho González, e Messi por Tévez, prova que além de elenco, possui bom entrosamento.
*E sim, Riquelme está em sua melhor forma, o que preocupa ainda mais nós brasileiros, vítimas de seu futebol.
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