Acabei de assistir "O Mesmo Amor, A Mesma Chuva", do argentino Juan José Campanella. Sou grande admirador de seu cinema. Gosto muito do diretor. De seus filmes lançados no Brasil, só não havia assistido este que acabo de conferir pelo Telecine Cult. "O Filho da Noiva" e "Clube da Lua" são dois filmes espetaculares. O primeiro foi sucesso absoluto quando lançado. Tanto nas Mostras e Festivais de Cinema como para o público. Ficou um bom tempo em cartaz, foi bastante comentado e virou cult. E mais ainda, deu mais força ao cinema argentino que foi chegando cada vez mais em peso -e qualidade- a seus países vizinhos.Além dos longas, apreciei a série concebida pelo diretor, "Vientos de Agua", veiculada pela HBO esse ano no Brasil. Como em seus filmes, na série, Campanella consegue extrair da premissa grandes diálogos, situações críveis amparados por um drama muito peculiar de uma nova classe artística. São secos, mas não tanto como os europeus, e possuem calor, mas não tanto como os brasileiros. Uma arte na medida certa.
Tendo em vista todos esses elogios que concebo à persona de Campanella, era de se esperar algo muito produtivo de seu filme, assistido hoje. Mas por surpresa não gostei do resultado. Talvez falar que não gostei seria muito cruel para com o longa, que possui suas qualidades, mas não as acima citadas que me conquistaram quando descobri o diretor e seu cinema. O filme falha exatamente nesses aspectos. É mais óbvio, mais melodramático, e menos sutil. O destaque fica por conta da excelente dupla, já tão acostumada a dividir tela, Ricardo Darín e Eduardo Blanco. Há também um jovem Rodrigo de la Serna (Alberto Granado em "Diários de Motocicleta") em um papel nada carismático, porém interessante.
É um bom filme sobre relacionamentos e amadurecimento, mas longe de ser grande como seus outros dois exemplares, que em proposta é infinitamente mais conciso e maduro que "O Mesmo Amor, A Mesma Chuva". Muitas pessoas consideram esse o melhor do diretor. Para mim é covardia. Não o longa, mas a escolha.
FILMES - DESTAQUES DO DIA
Faz um tempo já que não posto isso. Mais por falta de tempo do que de vontade.
Então...
Uma boa opção para a tarde é o filme "Minha Vida Sem Mim", uma fita independente simples, bela e triste. No elenco, os ótimos Mark Ruffalo e Sarah Polley. O longa me lembra, o mais triste ainda, "Voltando Para a Casa". Vale a pena conferir. Os dois. Mas "Minha Vida Sem Mim" passa amanhã, às 16:35, no Telecine Emotion, que virou agora, Telecine Light. De light o filme não tem nada, mas enfim.
Já para os assinantes dos canais HBO, a opção fica por conta do longa oriental "Herói". Zhang Yimou é um grande diretor chinês. Possui uma cinematografia invejável com grandes filmes autorais, e ecléticos. Dentre eles está a trilogia sobre império e artes maciais que traçou com esse "Herói", "O Clã das Adagas Voadoras", e o último "A Maldição da Flor Dourada" prestes a ser lançado por aqui, no Brasil, que inclusive conquistou, mais uma vez, a crítica especializada e dizem ser o melhor dos três. Enfim, comparações à parte, não perca o deslumbre visual que é "Herói", às 17:00 na HBO Plus (e 20:00 na HBO Plus*2). Como diria certa pessoa, o filme é uma "surra para os olhos".
Às 20:10 um fato curioso ocorre no Telecine Cult, pois o canal exibe o apartidário "Team América - Detonando o Mundo". Dos criadores de "South Park", a animação baseada no clássico "Thunderbirds" com bonecos de marionetes, a comédia não perdoa ninguém. Com piadas ofensivas aos moldes "Borat", a animação chuta o balde e detona o mundo, literalmente. O fato curioso fica por parte do canal que a exibe, não muito costumeiro em tais incursões. Mas é um filme interessante, e por vezes, hilário.
Às 22:00, no Telecine Action, há a possibilidade de conferir o trabalho de um diretor incrivelmente irregular. Joel Schumacher foi responsável por filmes interessantes como "8mm", "O Cliente", "O Custo da Coragem" e a atração do canal Telecine, "Por Um Fio", por exemplo. Em contrapartida cometeu as atrocidades "Batman Eternamente", "Batman & Robin", "Má Companhia", e recentemente "O Número 23". É um diretor que não pode se confiar muito. Não é um autor ruim, mas pouco confiável, mesmo. Na atração do Telecine há um interessante exercício de suspense dentro de uma cabine telefônica e clima hitchcockiano. Em pouco mais de uma hora de fita, a história é bem concisa e amarrada.
Há ainda "O Sol de Cada Manhã", com Nicolas Cage às 23:30 no Telecine Pipoca. Apesar de muito interessante, o filme é exibido de maneira dublada pelo canal. Se você não se importar com o fato não perca a fita dirigida por Gore Verbinski, conhecido também como diretor da trilogia "Piratas do Caribe". E um pouco mais tarde, às 02:20 da madrugada, "Fogo Sagrado!" no Telecine Cult. Trata-se de um filme denso porém belo, estrelado por uma menos conhecida Kate Winslet, na época, e ótima como sempre. Filmão.
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