segunda-feira, 25 de junho de 2007

ópera tango

Depois de um bom tempo sem blogar, eis que volto para comentar algumas coisas bem sucintamente.

O que falar? Bom, o show do Gotan Project, aqui em Sampa, foi excepcional! Começaram com uma batida conhecida pelos meus ouvidos, até que subiram ao palco, um por um, e iniciaram o show com "Diferente". Foi de chapar. As imagens que se seguiram durante todo o show foram perfeitamente encaixáveis ao ambiente musical. Ao vivo são muito bons. Como nos cd´s o som da banda é empolgante e cheio de classe. Para mim motivo de nota, foi a má qualidade de um som pouco equalizado no início da apresentação, aumentando a voz da vocalista e do violinista gradativamente, o que irritou-me um pouco, fora o esquema de mesas numeradas que não ajudou em nada o show. Se por um lado, há um mês atrás quando fui ao show do Nando Reis no Citbank Hall, havia na ocasião elogiado o sistema de cadeiras numeradas para aquele tipo de espetáculo, aqui o mesmo não funcionou no Via Funchal. Desorganizado, mal estruturado e apertado são algumas características que pareceram-me em relação a casa. Fora a mal educação do público estressado em geral, que mais parecia ter caído de para-quedas "na balada".

Voltando ao show, no bis tocaram mais uma vez "Diferente". Quer dizer, uma versão de "Libertango" (conhecida por mim, através do filme "Busca Frenética", de Roman Polanski, cantada por Grace Jones) com as batidas de "Diferente". Soube que foi lançado no Brasil o primeiro cd da banda, "La Revancha Del Tango" juntamente com o dvd da mesma turnê. Na Fnac, o dvd, com 20% de desconto, está saindo por R$29,90. Enfim, um excelente show numa deliciosa noite paulistana.


Outra coisa que queria comentar, pelo menos por enquanto por cima, é sobre o filme "Não Por Acaso", de Phillipe Barcinski, com Rodrigo Santoro e Letícia Sabatella. Vão ver! O filme é excelente. Começa com uma linda ópera de câmeras, carros e avenidas. Mostra uma São Paulo crua, e por assim ser, bela. Fala sobre trânsitos, caminhos, destinos. Ou seja, sobre a vida e suas implicações dentro da passagem do tempo, da esperança. Um belíssimo filme com uma atuação excepcional de Santoro. Os créditos remeteram-me a "O Quarto do Pânico", que acham?

Parece que foi confirmado, para o TIM Festival, dentre outras bandas, The Killers e Arctic Monkeys. Curiosa escolha. Além da obviedade da opção de quem faz dinheiro hoje no mundo alternativo-pop, as duas bandas lançaram seu segundo disco depois da expectativa do frissón do primeiro trabalho. Curiosamente, ou nem tanto, não gostei dos dois trabalhos como um todo e toda a expectativa em torno das bandas ruiram-se um pouco em razão de uma mesmice na sonoridade de suas novas composições. Só um parêntese; o contrário ocorreu-me com o Bloc Party. O primeiro cd super festejado por fãs e crítica passou-me despercebido aos ouvidos, já o segundo agradou-me muito. Não sei porque disse isso mesmo porque a banda não fará parte das duas e mais outras que virão ao Brasil, mas enfim, de qualquer maneira vou ao TIM Festival pelas duas bandas citadas apesar de pseudo-frustrações.

Dos recentes lançamentos que vêm amparado pela numerologia do 3, ainda não assisti a nenhum fora "Homem-Aranha 3". "Piratas do Caribe", "Treze Homens E Um Novo Segredo", "Shrek Terceiro" são novidades ainda para mim. Pretendo assistí-los, mas antes há outros filmes em cartaz, esmagados por estes, que possuem pouco tempo de vida útil em cartaz pela cidade, como o caso do espanhol "Princesas", dentre tantos outros. Enfim...

Na verdade comecei o post para falar de outro assunto, com mais extensão nos comentários, porém excedi-me nesse post. Portanto, deixo o assunto arquivado (democracia, cotas para negros e impressa) para um próximo post.


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