sábado, 18 de abril de 2009

treeless mountain

"Montanha sem Árvores". Filme coreano com estreia marcada para o dia 22 de Abril nos EUA. Será que virá pra cá?

O belo trailer aqui.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

tyson




Previsto para estrear no próximo dia 24.

Na era dos grandes documentários, parece interessante o filme sobre a polêmica vida deste polêmico lutador. Destaque para a bela fotografia do filme.



public enemies


Fiquem com o trailer do novo filme do grande Michael Mann. Depois de "Colateral" e "Miami Vice" o diretor continua com seu estilo fotográfico em digital como ninguém. Soa bem promissor, claro. Com destaque aos atores principais, e a música em cena, característica do excelente trabalho de Mann. Aguardadíssimo por mim, tem estreia prevista para 03 de julho no Brasil.

Clique sobre o cartaz para visualizar o trailer.


festival de cannes 2009 - prováveis escolhas

Saiu uma lista de prováveis concorrentes a Palma de Ouro de Cannes, este ano. A lista é extensa e animadora. A maioria grandes autores. A única certeza é de quem vai abrir o Festival; a nova animação da Pixar, "UP", que pelo trailer, parece bem promissor, como todas suas animações.

- O ESTRANHO CASO DE ANGÉLICA, de Manoel de Oliveira. Depois de SINGULARIDADES DE UMA RAPARIGA LOIRA, adaptação atual de Eça de Queirós, apresentado no Festival de Berlim, o centenário cineasta português anuncia o seu segundo longa-metragem para 2009. Vai tratar, segundo o diretor, do descalabro financeiro do mundo, do pós-guerra, dos nazistas, aos nossos dias, com o mundo ainda mais agressivo com as ameaças do terrorismo. Não sou tão fã assim de Manuel de Oliveira, mas a história parece bem promissora.

- LOS ABRAZOS ROTOS, de Pedro Almodóvar, especialmente concebido para a sua atriz fetiche Penélope Cruz. Tem mais Kiti Manver, Chus Lampreave, Lola Dueñas, Ángela Molina e o retorno de Rossy de Palma. Penélope recria a personalidade de duas mulheres, uma fatal no estilo dos thrillers dos anos 50 e outra loira e cativante. Em seu blog, acompanhei o processo de Almodóvar em seu novo filme sobre o amor ao Cinema. E Almodóvar é sempre imperdível.

- HADEWIJCH, do francês Bruno Dumont, com Julie Sokolowski, David Dewaele e Yassine Salime. Uma noviça cega e rebelde é expulsa do convento, mas continua apaixonada por Deus. Até cruzar nos caminhos perigosos de Yassine e Nassir. Dirigiu "A Humanidade" e "Flandres", dois grandes filmes. Diretor muito autoral e interessante.

- BRIGHT STAR, da neozelandesa Jane Campion, com Abboe Cornish e Thomas Sangster. Drama sobre o curto e trágico romance do poeta inglês do século 19 John Keats e Fanny Brawne.

- SOUL KITCHEN, do alemão de origem turca Fatih Akin, com Adam Bousdoukos. Segundo o diretor, trata-se de uma comédia romântica, sua primeira incursão no gênero, em torno das dificuldades sofridas por um dono de restaurante grego. Espera-se influência do mestre Billy Wilder, a quem Akin diz admirar muito. Depois de "Contra a Parede", "Do Outro Lado", "Atravessando a Ponte: Sons de Istambul", é um dos meus diretores europeus favoritos atualmente. Nessa nova incurssão, a comédia, vamos ver o que vai dar.


- TAKING WOODSTOCK, do taiwanês Ang Lee, com Demetri Martin e Imelda Staunton. Comédia musical sobre um rapaz de inadvertidamente vai parar no olho do furacão do concerto de Woodstock no verão de 1969. Diretor de "Brokeback Mountain", ganhador do Oscar de Melhor Direção e Melhor Filme Estrangeiro por "O Tigre e o Dragão". Assim como Fatih Akin, este grande diretor ingressa na comédia. Pena que "Lust, Caution", seu filme anterior, nem sequer passou perto pelo Brasil.


- THE LIMITS OF CONTROL, do americano Jim Jarmusch, com Bill Murray, Tilda Swinton, John Hurt e Gael García Bernal. Thriller sobre um estranho personagem, sempre perdedor, prestes a concluir o que julga ser um crime perfeito. Diretor de "Ghost Dog", "Flores Partidas" e "Sobre Café e Cigarros".


- KILLER OF GIANTS (título provável), do documentarista americano Michael Moore. O olhar crítico de Moore foca desta vez a transição entre o governo odioso de Busch e Obama, orquestrada pela crise das grandes corporações americanas e seus abusos econômicos. Seu último documentário "SiCKO" manteve a forma, provocativo, melhor que "Fahrenheit 11 de Setembro". Mas ainda não alcançou a potência de "Tiros Em Columbine", seu melhor filme até então. Vamos ver este. Michael Moore mediano é também sempre interessante.


- ANTICHRIST, filme de horror do dinamarquês Lars von Trier, com Willem Dafoe e Charlotte Gainsburg. Depois de "Manderley", "Dogville", um afastamento do cinema devido a uma crise criativa, von Trier volta com um filme de terror. No mínimo curioso.


- INGLOURIOUS BASTERDS, do americano Quentin Tarantino, com Brad Pitt. Trata da ocupação da França por tropas nazistas, quando um grupo de soldados americanos, conhecidos como “the basterds” caçava e assassinava soldados alemães com extrema brutalidade. Não sou tão fã assim de Tarantino, mas seu trailer parece interessante.

- THE INFORMANT e THE GIRLFRIEND EXPERIENCE, ambos novos do americano Steven Soderbergh. O primeiro, um misto de thriller e comédia, com Matt Damon e Melanie Lynskey, é sobre os abusos de uma grande corporação de agronegócios. O segundo, com Sasha Grey, atriz de filmes pornô, visita o universo da prostituição de luxo e observa como o mercado pornográfico aos poucos deixa de ser tabu. Acabou de estrear na cidade, seu novo filme "Che", a primeira parte do épico "O Argentino". Diretor capaz de fazer coisas no super mainstream como a trilogia "Onze Homens e Um Segredo" e trabalhos super independentes como "Bubble", Soderbergh sempre é interessante.


- ANGELS & DEMONS, de Ron Howard, o mesmo que polemizou Cannes ao abrir o festival em 2004 com O CÓDIGO DA VINCI. Com Tom Hanks, Ayelet Zurer e Ewan McGregor, mais misticismo religioso a vista. Desta vez o mistério de um assassinato com ameaças terroristas contra o vaticano. O livro é bacana, mas nada de espetacular. Sua última adaptação de um livro de Dan Brown foi o terrível "O Código da Vinci". Fico com o pé atrás. Se for pra Cannes vai ser fora de competição, creio eu, para o desfile de estrelas.


- FORGIVENESS, do americano Todd Solondz, com Shirley Henderson, Charlotte Rampling, Ciarán Hinds e Chane’t Johnson. Comédia dramática onde amigos, familiares e amantes lutam para encontrar o amor, o perdão e o sentido no mundo devastado em que vivem. Diretor autoral, independente e bem característico. Dirigiu "Palindromes", "Storytelling" entre outros.


- THE IMAGINARIUM OF DOCTOR PARNASSUS, do americano Terry Gilliam, com Johnny Depp, a última atuação de Heath Ledger, Colin Farrell, Christopher Plummer, Tom Waits e Jude Law. Uma fantasia em que uma trupe de teatro faz um pacto com o diabo. A produção do filme sofreu prejuízos e interrupção com a morte de Ledger depois de filmar apenas um terço da sua parte. Filme derradeiro de Heath Ledger. Este faleceu durante as filmagens. Johnny Depp, Colin Farrell, Jude Law, em homenagem, interpretam o mesmo personagem no filme do roteirista do Monty Python, e diretor de obras como "12 Macacos".


- HEARTLESS, do inglês Philip Ridley, com Jim Sturgess e Clémence Poésy, em que um jovem joga com o diabo, perde sua alma e volta à vida para tentar um resgate.

- ONDINE, do irlandês Neil Jordan, com Colin Farrell e Stephen Rea, um drama e fantasia sobre um pescador que encontra uma sereia em sua rede. Gostava mais de Jordan no começo da década de 90, com "Entrevista Com o Vampiro", "Michael Collins" e "Traídos Pelo Desejo". Mas mesmo assim continua sendo interessante.


- TRIAGE, do bósnio Danis Tanovic, com Colon Farrell, Christopher Lee e Paz Vega. Thriller sobre o mistério de um fotojornalista que volta para casa sem o seu melhor amigo de trabalho. Depois da obra-prima "Inferno", segunda parte da trilogia ainda não finalizada dos roteiros póstumos de Kieslowski, e de "Terra de Ninguém", Tanovic é uma grande aposta.


- AGORA, do chileno Alejandro Amenábar, com Rachel Weisz e Max Minghella, um drama épico no tempo do Egito sob o domínio romano. "Os Outros" e "Tesis" são dois grandes filmes de suspense da década passada. Fez também o original "Vanilla Sky" ("Abre Los Ojos"). Estou bastante ansioso sobre o novo trabalho do chileno.


- MR. NOBODY, do belga Jaco van Dormael (Toto le Héros), com Jared Leto, Diane Kruger e Sarah Polley, uma ficção científica milionária que se passa em várias zonas do século 20 e 21.

- LOOKING FOR ERIC, do inglês Ken Loach, com Matthew McNulty, Eric Cantona e Gerard Kearns. Um torcedor de futebol em crise tem novo alento ao seguir os conselhos do guru Eric Cantona, interpretado pelo próprio jogador francês aposentado, que já foi ídolo do Manchester United. Um dos diretores mais militantes de esquerda ainda hoje. Todos seus filmes são no mínimo inteligentes. Seu último filme "It´s a Free World" ainda não aportou por terras tupiniquins, mas "Ventos da Liberdade" aplacou a tal Palma de Ouro em 2006.

- FISH TANK, da inglesa Andrea Arnold, que estreia em longa depois do Oscar recebido pelo curta WASP em 2003. Menina encrenqueira de 15 anos vê sua vida mudar depois que sua mãe leva para casa um novo namorado.

- UN PROPHETE, do francês Jacques Audiard, com Tahar Rahim e Niels Arestrup, sobre a ascensão de um jovem franco-árabe na hierarquia da máfia da Córsega.

- L’ILLUSIONISTE, da animadora franco-canadense Sylvian Chomet (AS BICICLETAS DE BELLEVILLE/ TRIPLETS OF BELLEVILLE), um desenho inspirado na figura lendária do comediante Jacques Tati.

- LES DERNIERS JOURS DU MONDE, dos irmãos franceses Arnaud e Jean-Marie Larrieu, com Mathieu Amalric, Catherine Frot e Sergi López, uma ficção sobre os dez últimos dias da humanidade.

- COCO CHANEL ET IGOR STRAVINSKY, do francês de origem holandês Jan Kounen, com Anna Mouglalis e Mads Mikkelsen, resumindo o período de seis semanas de romance na vida da estilista Gabrielle e do compositor russo. Dedicado a Gabrielle Chanel vem também COCO AVANT CHANEL, da francesa Anne Fontaine, com Audrey Tautou, Alessandro Nivola, Benoit Poelvoorde e Emmanuelle Devos. Mas esse tem estreia na França antecipada para 23 de abril.

- MATÉRIEL BLANC/ WHITE MATERIAL, da francesa Claire Denis, com Isabelle Huppert e Nicolas Duvauchelle. Uma mulher branca toma o lado dos rebeldes num país africano contemporâneo e coloca em risco a grande plantação de café que a família defendia há três gerações.

- NE TE RETOURNE PAS, da francesa Marina de Van, com Monica Bellucci, Sophie Marceau e Andrea di Stefano. Uma escritora nota estranhas mudanças em seu corpo que a família atribui ao seu estresse. Até que viaja para a Itália e descobre a sua verdadeira identidade.

- SOUDAIN LE VIDE/ ENTER THE VOID, do francês de origem argentina Gaspar Noé, com Nathaniel Brown e Paz de La Huerta. Os irmãos Oscar e Linda vivem em Tóquio e tem um pacto de nunca se separarem. Ele trafica drogas e ela faz striptease. Ao ser baleado, Oscar fará o inimaginável para não deixar o mundo dos vivos. Seu novo longa após "Irreversível". Será tão impactante quanto o anterior? Tomara.


- TALES FROM THE GOLDEN AGE, do romeno Cristian Mungiu, com Vlad Ivanov, Ion Sapdaru, Teodor Corban, Alex Potocean e Liliana Mocanu, seis histórias urbanas do tempo do comunismo que hoje parecem surreais. Depois da obra-prima "4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias" o diretor romeno tem que voltar a Croisset de qualquer jeito.


- VISIONEN - AUS DEM LEBEN DER HILDEGARD VON BINGEN, da alemã Margarethe Von Trotta, com Barbara Sukowa, Hannah Herzsprung e Joachim Król, a história mística de uma personagem do século 12.

- MY YEAR WITHOUT SEX, da australiana Sarah Watt, com Eddie Baroo, Rachael Blackwood e Matt Day. Natalie tem uma vida familiar considerada normal até que vai parar no hospital e enfrenta um longo processo de reabilitação. Encontra então tempo para questionar a existência de Deus e os frágeis equilíbrios de um pais chamado Austrália.

Almodóvar, Bruno Dumont, Fatih Akin, Jim Jamursh, Ang Lee, Michael Moore, Lars Von Trier, Tarantino, Terry Gilliam, Neil Jordan, Ken Loach, Amenábar, Gaspar Noé, Cristian Minguiu. E pensar que alguns vão ficar de fora. A Mostra de Cinema de SP que nos espere!

raise your glasses

Consegui, enfim, comprar meu ingresso pro show do Kiss, a ser realizado dia 07 de abril (terça-feira) às 21:30 no Anhembi. Estou ansioso, confesso, é a primeira vez que irei vê-los ao vivo. Na última visita dos mascarados ao Brasil em 1999 não consegui, nem pude ir, por diversos motivos. Mas agora não tem jeito, vou ao show do Kiss!

Como sempre, a organização para a venda de ingressos foi falha. Como comentado nesse antigo post, a venda de meia entrada no Brasil já virou palhaçada e os preços são, no mínimo, inconcebíveis em seu valor integral. Como disse Paulo Amorim, diretor da casa de espetáculos Tom Brasil Nações Unidas (já mudou o nome da casa?) "Quando se joga o preço a R$600,00, na verdade quer faturar R$300,00 que é o real preço da meia-entrada", já que hoje quase todo mundo paga meia-entrada. Caminhando por esse pensamento a T4F (Time For Fun, organizadora do espetáculo) jogou o preço a R$170,00 a inteira, pensando em lucrar R$85,00, certo? Porém estes limitaram a venda da meia-entrada em apenas 30% da cota total de venda! Ou seja, a filosofia de Paulo Amorim já é falha e extremamente duvidosa. E pergunta que fica é: mas isso é baseado em que lei (se é que ela existe mesmo)?

Existe, e é a Lei municipal de São Paulo no. 11.355/93, criada por Paulo Maluf quando este ainda era prefeito, em 1993. Mas lembremos que nessa época os valores integrais dos ingressos não eram tão abusivos quanto hoje, então eles se apoiam em uma lei de 17 anos atrás para tentar, a qualquer custo, lucrarem em cima de qualquer evento cultural hoje. Foi com essa perplexidade que fui informado que havia esgotado a meia-entrada para o show do Kiss antes de adquirir meu ingresso. Primeiro começou com uma notícia boca-a-boca, fui checar a informação no site da Ticketmaster, empresa que vende os ingressos, e lá estava: Setor Pista R170,00 / Setor Pista - Meia entrada ESGOTADO R$85,00. Na hora veio a frustração e a raiva. FDP´s! Eles iriam forçar os fãs pagarem o valor integral do ingresso. Mas como não tinha dinheiro para tal, resolvi tentar esquecer e desencanar.

Porém ao mesmo tempo, descobri que esta lei municipal entra em conflito com a lei Estadual no. 7.844/92, anterior, criada por Carlos Apolinário, em 1992, que não limita tais cotas e por ser Estadual tem mais força que a Municipal. O que fazer agora então? Ir ao Procon? Demoraria quanto tempo para obter resposta? Faltavam menos de três semanas para o show. Acabei desencantando com a ideia, deixei quieto. Passou o tempo e só iria ao show se conseguisse uma grana extra ou recebesse um pagamento adiantado. E mesmo assim com uma dor na consciência, lutando comigo mesmo, pois acredito que show algum valha R$170,00!

Foi quando voltando para casa que meu irmão mostrou, segunda dia 30 de Março, uma matéria de capa no site da UOL (nota curta) sobre os ingressos do show do Kiss. Ainda havia pista e pelo que subentendia o texto havia também a tal meia-entrada. Acessei o site da Ticketmaster e lá não estava mais o ESGOTADO em frente ao preço da meia-entrada. Liguei correndo para a empresa, uma moça antipática me atendeu e me informou que, sim, ainda havia ingressos de meia-entrada. Porém ela não conseguiu me explicar o porquê da confusão de que antes havia esgotado e agora, do nada, surgem as tais meia-entradas novamente.


Imagino eu que alguém deva ter procurado seus direitos e a lei Estadual se fez valer. Ou ainda, menos romântico, os ingressos não foram vendidos como o esperado e eles "abaixaram" o preço de novo. Sei que na bilheteria do Credicard Hall, o único lugar de venda sem a maldita taxa de 20% de conveniência sobre o valor do ingresso, outro assunto a ser comentado em relação a abuso em cima do consumidor, pude comprar meu ingresso tranquilamente por "míseros" R$85,00.

Pelo jeito essa palhaçada dos preços de meia-entrada irão continuar no país afora com a desculpa do lucro já que todos pagam meia-entrada. Baseados em leis de dezessete, dezoito anos atrás em que a realidade era outra, abusam dos consumidores com preços abusivos e incabíveis. Só para constar; em 1999, último show do Kiss no Autódromo de Interlagos, o preço do ingresso inteiro era R$70,00 e a meia R$35,00. Um aumento de 240%!!!
Não vou nem comentar as comemorações de artistas que querem acabar com a meia-entrada usando uma desculpa falha e inocente, já que conhecemos bem a mente de organizadores e seus olhares cada vez mais mercenários.